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CAPÍTULO 1. POV GABRIEL. É melhor você ficar longe

Usei a escada de serviço para chegar ao quarto andar, caminhei até o final do corredor e entrei no quartinho onde as camareiras guardavam travesseiros e toalhas extras. Ela ouviu quando um deles comentou que este quarto nunca teve uma chave para que qualquer um deles pudesse subir para dormir um pouco.

Eu verifiquei meu telefone, percorrendo as mensagens conforme se aproximava da hora de Marypaz chegar. Quando pensei que talvez ele não viesse, a porta se abriu e minha garota entrou. Sorri triunfante e ela entendeu naquele momento que era tudo uma armadilha. Ela revirou os olhos e cruzou os braços sobre o peito, mas não foi embora.

—Algo me disse que você não poderia ter pegado a cama errada.

— Sempre sei qual é a sua cama Pacita, é a única em que sempre quero me deitar.

Eu havia escrito um bilhete supostamente dizendo a Roxana para nos ver aqui e joguei na bolsa dela, sabendo que ela iria receber, que seu sangue ferveria por me imaginar com outra pessoa e que ela apareceria em seu lugar. Mesmo antes de ela me levantar, ela viria atrás de mim. E eu não estava errado.

Avancei em sua direção e a prendi contra a porta do quartinho, pressionando meu corpo contra o dela. Meu pênis que sentiu sua essência acordou imediatamente.

—Você me trouxe aqui sob uma farsa.

—Você veio porque quis... poderia ter me dado um bolo.

Eu descansei meu tesão em sua perna e a libido imediatamente acendeu em seu olhar.

—Você pelo menos trouxe preservativos?

Eu sorri e a beijei. Ela não hesitou em me beijar de volta e antes que eu percebesse, eu estava encurralado contra a parede oposta com Marypaz tirando minha roupa. Ele só se separou de mim para respirar e se despir. Jogamos as toalhas e os travesseiros no chão e sobre eles fiz amor com ela como ela me pedia, com urgência e desespero. Como se não estivéssemos juntos há anos, como se ontem não tivesse acontecido. Ainda estávamos ofegantes quando a arrastei para o meu lado e a embalei em meus braços, circulando suas costas nuas.

—Como você me faz sempre acabar assim com você?

—Tá fodido ou tão cansado?

Ela riu: —Que foda, ainda mais quando não achei que ia se repetir.

— Eu responderei se você me disser como pode fazer o que quiser comigo.

Ele riu novamente e beijou meu peito.

Ficamos em silêncio por um longo tempo até que Pacita voltou a falar comigo.

—Deu vontade de um segundo round?

—Claro, é até ofensivo que você tenha que me perguntar. Meu pênis ereto não é um sinal suficiente?

Pacita olhou para minha virilha e riu alto. Acho que não tinha notado.

Rolei sobre ela e me posicionei entre suas pernas. Comecei a cobri-la de beijos e lambidas, pois sabia que eles a excitavam. Desci todo o seu corpo, parando apenas o tempo suficiente para mordiscar seus mamilos e continuei.

Pacita gostava de sexo bruto e embora eu também não fosse toda a delicadeza na cama, tive que aprender com ela o sutil equilíbrio entre dor e prazer, então quando cheguei a sua intimidade e depois de beijá-la, mordi seus lábios íntimos fazendo-a estremeceu vigorosamente, gemendo meu nome com fome e impaciência.

Eu me reposicionei pronto para me fundir com ela, quando ela me parou.

—Em quatro, faça isso comigo em quatro— ele engasgou com a voz embargada.

E era por essas coisas que a Pacita me enlouquecia, nunca teve medo de me dizer o que queria, de me mandar, de me orientar. Eu adorava a sinceridade que emanava dela quando estava na cama. Em público ela era outra pessoa, mas em particular, comigo, ela era ela mesma, e essa dualidade de personalidades alimentava minha curiosidade por ela.

Claro que obedeci. Dei um passo para trás para que ela pudesse se virar e apoiar o peso nos joelhos e nas mãos.

—E Gabriel... me faça lembrar de você amanhã.

Um grunhido subiu pela minha garganta das profundezas de mim enquanto eu mergulhava nela sem qualquer sutileza.

—Vai doer quando você andar Pacita e você vai se lembrar de mim a cada passo que der. Quando eu terminar com você, você não será capaz de se mover.

—Não se gabe, mostre...

Eu ri e acariciei-a com força enquanto afundava mais. Minhas estocadas eram fortes, rápidas, profundas e ela recebia como sempre: pedindo mais. Eu fiz seu orgasmo tão intenso que ela me arrastou com ela naquele vórtice de clímax.

.

.

Carreguei Marypaz nas costas até seu quarto e ri com ela enquanto a observava caminhar graciosamente até entrar. Eu mesmo andei engraçado. Eu estava dolorido, mas de um jeito bom.

As vozes do meu quarto me confundiam.

—Tenha alguma dignidade garota—ouvi Amelia dizer assim que abri a porta.

Kariannis estava de pé na frente dela, de costas para mim.

—O que está acontecendo?—Não precisei ser muito esperto para saber que Kariannis tentou se esgueirar para a cama de Ramsés. Amelia estava furiosa, percebi pelo rosto contorcido, pelos punhos cerrados e pelo jeito que respirava com dificuldade —, vai embora Kariannis, ninguém aqui precisa dos seus serviços e se quer continuar respirando... deixa Amelia em paz.

Kariannis bufou de aborrecimento e eu fechei a porta atrás dela assim que ela saiu.

—Você está bem?— perguntei a ela, só então notei que ela estava com pouca roupa e que Marcos a olhava da cama.

Apaguei a luz para evitar que ele continuasse a olhar para ela porque se o fizesse por mais alguns segundos arrancaria os olhos dele. Aproximei-me dela para avisá-la, se eu conseguisse arrancar os olhos do Marcos, Ramsés o mataria quando descobrisse o que viu.

—Você não deve deixar que os outros te vejam só com aquela camisa que mal te cobre, os O'Pherers não gostam que os outros vejam a nossa Mia Beleza .

Deitei na cama com meu corpo dolorido, esperando que Pacita estivesse se lembrando de mim neste momento tanto quanto eu estava lembrando dela.

***

—Ramsés, estou feliz que você esteja pronto. Você pode me ajudar com o café da manhã? Preciso organizar os meninos e algo me diz que você saberá ter caráter e que as meninas vão te obedecer

—Na verdade eu...—o francês tentou em vão se defender

—Vem que vai ser rapidinho. Seu irmão pode alcançá-lo mais tarde.

Ramsés com cara circunstancial saiu com o professor. Eu teria ido atrás dele, mas ainda não tinha acabado de me vestir. Tive dificuldade em levantar esta manhã, então não pude aproveitar as primeiras voltas para ir ao banheiro. Enquanto Amelia tomava banho, fiz o mesmo no quarto ao lado.

Quando contei a Ramsés como Marcos a devorava com o olhar, ele confinou todos na outra sala. Não queria arriscar que mais ninguém visse e devo dizer que concordei.

Quando terminei de amarrar os sapatos, a porta do banheiro se abriu e Amelia espiou, ela estava linda naquele vestido, linda e sexy... muito sexy. Ramsés realmente teve muita sorte em tê-la ao seu lado.

—Eu... erm... Onde está Ramsés?— ele perguntou

—Joseph veio procurar ajuda para organizar o café da manhã e teve que ir com ele.

Seu desconforto me deixou nervoso. Ela estava tão linda naquele vestido que ele sentiu que era errado olhar para ela.

—Ah... preciso de ajuda com o fechamento do vestido.

Porquê Deus porquê? O que eu fiz com você para que você me colocasse nesses testes difíceis? Tenha pena de mim... minha carne é fraca, minha mente é uma merda. Mãe por favor!

Ela se virou e deixou as costas parcialmente descobertas. Minhas mãos tremiam nervosamente. Segurei a barra de seu vestido, sendo extremamente cuidadoso para não tocar sua pele mais do que o necessário. Cheirava a flores.

Por que o bendito Cristo crucificado?! Pelo menos você poderia entupir meu nariz para que eu não sentisse o cheiro.

—Ya— Eu o avisei soltando todo o ar que eu estava segurando, sentindo minhas bochechas vermelhas como eu não podia—. Eu realmente odeio esse vestido - Odeio mesmo este vestido — murmurei chateada com ela por o ter colocado, com a vida, com o Ramsés por ter descido, com a professora por ter vindo procurá-lo e com Deus por ter ignorado as minhas súplicas e com a porra do meu pénis sensível.

.

Pouco depois de descermos para a sala de jantar, meu pênis voltou ao seu estado natural e a tensão diminuiu em meu corpo. Eu não entendia por que ela podia me deixar assim e me irritava que ela fizesse isso. Encontrámos Ramsés à nossa espera à entrada da sala de jantar e Marypaz alguns passos mais à frente. Deixei-o ao lado de Amelia e subi para encontrá-la.

A dor na minha virilha era profunda e intensa. Senti-me bem em saber que com a Amelia quase não tive reação, mas com a Marypaz... com aquele vestido... queria pegá-la ali mesmo, na primeira mesa que conseguisse, não importa quem nos visse.

—Você está linda—eu sussurrei para ela com grande dissimulação.

—E bastante dolorido—ele respondeu e eu ri.

—Eu só fiz o que você pediu.

—Não estou reclamando, na verdade... estou gostando.

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Marypaz passou o passeio inteiro me provocando e me evitando.

—Lembra quando você rasgou minha calcinha?

—Claro, tenho os restos mortais guardados na minha bolsa.

Ela não ficou surpresa, embora um pequeno rubor cobrisse suas bochechas.

—Você não poderia fazer isso de novo... Não estou usando nada hoje.

Santo das ereções me proteja!

E depois disso, quando eu mais queria trancá-la em qualquer lugar para torná-la minha, ela se esquivou de mim com grande astúcia. Mesmo durante o almoço. Quando finalmente sentamos no ônibus para a viagem de volta eu mal conseguia andar por causa da ereção permanente que foi minha fiel companheira ao longo do dia.

Porra de pênis com tesão!

—Você está bem?— ele me perguntou com total descaramento e um olhar sugestivo para minha virilha.

—Você que acha? Não, eu não estou bem. Você é cruel Pacita, você me diz isso e não me deixa chegar perto de você o dia todo... quando estivermos juntos de novo acho que vou te deixar inválido.

Ela riu alto: —Cale a boca, alguém pode descobrir. Você mancharia a imagem que Ramsés tem de sua amada universidade.

—É possível—respondi entre risadas—, sabe o que o deixaria com muita raiva? E pensar que atirei antes dele em Columbia.

Antes que Pacita pudesse me impedir, eu me levantei do meu assento e espiei por cima do de Ramsés e Amelia, minha cabeça interrompendo o abraço deles.

— Eu ganhei você. Fui o primeiro a bater na Colômbia - te ganhei. Fui o primeiro a foder em Columbia —Ramsés torceu o nariz em aborrecimento

— Quis dizer que nous ne faisons pas cojimos neste quarto au troisième étage?- Quem disse que não transamos naquele quarto no terceiro andar? —ergueu a sobrancelha se exibindo.

— Eu sei que posso dizer que fiz mais sexo do que você nesta viagem - Mas se eu puder te dizer que fiz mais sexo do que você nesta viagem — ele não vai me bater, tenho certeza.

— Je peux questionartelo, mas pas tirer des orgasmes de compte...- Posso questionar, mas não vou levar em conta os orgasmos...

—Eu não acredito que você—ele poderia me enganar, mas não minha cunhada.—Amelia, quantas vezes eles atiraram na viagem?

Eu perguntei mais alto do que planejei, mas quando todos começaram a gritar para eu responder, eu sabia que não havia escapatória. Não havia como Amelia estar mentindo.

—Quatro...—respondeu.

—porra francesa porra.

Atirei-me no banco com os braços cruzados sobre o peito enquanto ouvia a risada presunçosa do francês idiota. Pacita veio até mim e deitou a cabeça em meu ombro e lá ela adormeceu depois de um tempo.

Algumas horas depois ele não estava mais zangado com Ramsés e sua habilidade de puxar como um coelho, ele se divertia assistindo as redes sociais enquanto acariciava o cabelo de Marypaz quando Amelia se virou em seu assento.

—E você, quantos?— ela me perguntou com o olhar dançando confuso entre a proximidade de Marypaz e eu.

—Três—Confessei olhando para Marypaz e os momentos tórridos que vivemos voltaram à minha memória.

—Pergunte-me quantos eu beijei—Eu queria que ficasse claro que eu estava me referindo apenas a Marypaz, mas depois que fiz a pergunta e a julgar pela reação dela entendi que talvez ela pensasse que eu estava me referindo ao quase beijo que... Merda!.

.

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Finalmente chegamos. Acariciei a bochecha de Marypaz até que ela acordou e sorriu para mim.

—Eu estava pensando que poderíamos ir ao cinema amanhã... O que você acha?

Seu semblante mudou e ele se levantou muito rapidamente, colocando distância entre nós.

—Gabriel... não... eu... achei que estava claro... nós não...—ele se aproximou de mim novamente e sussurrou no meu ouvido—, foi só sexo Gabriel.

—Irmão, papai está esperando por nós.

Levantei-me automaticamente seguindo Ramsés e Amélia, nem sequer me despedi dela.

—Você está bem?— o francês me perguntou o mais baixo que pôde.

—Não.

Ramsés colocou o braço sobre meu ombro enquanto Amelia cumprimentava papai.

—Acabei de dividir minha bunda passiva.

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