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Capitulo 2

.-Leslie-.

Era complicado tentar se quer falar com alguém sem que o pânico me invadisse, Ele fica vermelho e furioso me levanto em um pulo.

-Des..desculpe.- Falo com a voz tremula, ele me olhou com desprezo.

-SUA. .. SUA...-Ele para de falar e olha para o chão e sigo seu olhar fico tão chocada quanto ele,

Eu havia desenhado um mosaico, ele estava muito bonito mesmo tendo sido feito por uma pedra.

-Você é artista? .-Ele me olha duvidoso.

-Eu.. Acho que... Não sei! .-Falo ainda olhando o desenho eu não entendia de arte ou pelo menos não me lembrava de entender, será que era impressão minha ou aquilo tinha ficado bom?

-Bem se você for posso pagar para desenhar na parede de minha loja!.-Ele me olha .-Mas se não for....

Eu estava faminta e precisava de dinheiro, ou então teria que me juntar aos ratos daquela lixeira.

-Não espera! Eu sou sim!.-Ele me olha e ergue a sombrancelha .-Mas não estou com nenhum material aqui....

-Bem use meu material! -Ele me guia para dentro da loja.-Aqui está!

Ele me entrega algumas latas de tinta e pinceis e um lápis.

-Oque eu posso desenhar?-olho para ele.

-Não me pergunte oque eu quero! Não entendo disso!.-ele fala abanando as mãos e saindo.-E uma loja de tintas seja criativa!

Ele fala saindo e consigo o escutar resmungar - Esses jovens hippies que não se importam nem em tomar banho!

Aquilo doeu, mas era verdade meu cheiro estava horrível, olho em volta e a loja era de tintas e papéis de parede, como o homem havia dito.

Deixo minha imaginação fluir, simplesmente o pincel deslizou pela parede e eu percebi que sim eu poderia ser uma artista ou uma pintora amadora.

E se eu precisava ganhar a vida com algo talvez aquele seria meu trunfo e foi ai que ganhei meus primeiros 30 dólares, a pintura na parede havia ficado bonita, latas de tintas derrubadas formavam o nome da loja, onde colors, o dono pareceu contente apesar de que logo após me dar o dinheiro me expulsou da loja alegando que eu poderia afastar clientes eu o ignorei e fui até a papelaria mais próxima, não fui bem atendida mas a mulher pareceu em não se importa em me vender alguns materiais e é claro conferindo o dinheiro para ver se era verdadeiro, Comprei papéis , lápis de escrever e de colorir e foi aí que comecei meu pequeno negócio desenhando e vendendo meus desenhos por 1 dólar, eu passei a noite sentada no banco desenhando e usando apenas aquela luz do poste que hora ou outra piscava, alguns dias se passaram e posso dizer que as coisas melhoraram.

Vendia 5 a 7 desenhos por dia ,oque me garantia um pouco de comida, comida cujo ratos não andavam por elas, Algumas lojas por perto as vezes me pediam quadros, eu estava conhecida naquela praça embora soubesse que algumas pessoas apenas compravam por pena e nem sequer olhavam para o desenho, não tinha um teto e nem podia me dar ao luxo de arrumar um já que não tinha dinheiro nem para me alimentar direito mas havia guardado um dinheiro e comprado uma barraca de acampamento , eu a montei na floresta , lá era minha casa , como ninguém ia naquela floresta eu estava bem segura lá, troquei o banco fino por um chão duro e coberto de lona, uma vida de luxo eu diria, ninguém me procurou, nenhum cartaz de desaparecida, e não me arrisquei a procurar as autoridades se eu estava morando nas ruas talvez eu tivesse feito algo de errado e não tinha aonde morar, e decidi para o meu próprio bem ficar em silêncio.

Com o passar do tempo e longas caminhadas pela noite eu achei uma cabana no meio da floresta, quase perto do barranco onde eu acordei pela primeira vez, era bem humilde e frio, não parecia ter dono fazia anos, janelas quebradas, sujeira e aranhas para todos os lados, passei alguns dias observando aquela casa para ver se eu tinha sinal de alguém morando ali e quando não havia mais dúvidas resolvi me mudar para lá, perdi um dia inteiro limpando e expulsando animais que moravam e faziam ninho ali, e rezei para não ser picada por nenhum venenoso, aquele acabou sendo o meu lar e eu o deixei mais a minha cara com o pouco de dinheiro que eu tinha comprei tintas de parede e o pintei , havia feito alguns desenhos para assim quem sabe afastar o ar de casa mal assombrada.

Havia três cômodos, o principal era a sala de entrada com uma mesa velha caindo aos pedaços, mas que servia bem para eu passar a noite desenhando, uma poltrona na qual demorei quase dois dias inteiros para limpar, havia também um quarto sem cama e sem guarda roupa, mas meu saco de dormir ficou muito bem ali, e junto ao quarto havia um banheiro, era minúsculo e mal cabia a mim ali, e de verdade aquele banheiro era tão inútil quanto eu tentando me lembrar do passado, não havia agua nem chuveiro apenas um cano enferrujado, o vazo parecia mais de enfeite e a pia estava caindo aos pedaços, eu simplesmente fechei aquela porta e a tranquei, eu daria um jeito em suprimir minhas necessidades básicas de higiene.

1 anos depois....

Gostaria de dizer que nesses 365 dias eu pintei quadros, espalhei meu dom por toda miami e morava atualmente em uma mansão, e todos os dias eu mesma escolhia meu cardápio.

-Pois bem, pão velho de dois dias ou enlatado de feijão?-Falei olhando para o meu amigo Queijolas-Não me olha assim!

Escolho o pão e dou as migalhas para o queijolas, bem sobre a mansão continuava sendo a casa abandonada da floresta, e quanto ao meu cardápio no momento estava um pouco restrito, mas eu realmente havia feito uma reputação na praça, descobri que turistas adoram serem desenhados por estranhos, e não se importavam se o preço seria alto, eu cobrava 10 doláres por um auto retrato e 15 se fossem duas pessoas, eu estava indo bem mas era inverno e o turismo era fraco nesta época, algo a ver com os furacões , e queijolas se tornou um amigo, antes de eu quase mata-lo por estar roubando minha comida, ele era um camundongo muito jeitoso e inteligente eu precisava confessar.

E sobre minha memória, eu as vezes sonhava mas na maioria das vezes me esquecia dos sonhos quando eu acordava, oque eu sabia era que eu tinha 21 anos, certa noite eu sonhei com uma casa tinha bebidas e cigarros espalhados pelo chão, e eu acordei com uma sensação horrivel, desde então eu parei de tentar me lembrar do passado, algo me dizia que era bem pior que meu presente.

Recentemente pintei uma parede de uma loja de bijouterias e ganhei 100 dólares , foi o maior pagamento da minha vida mas eu guardei o dinheiro para alguma emergência apesar que eu estava quase morrendo de vontade de comer uma trufa de chocolate talvez eu pegaria uma parte do dinheiro para compra-la e quem sabe um pedaço de queijo pro queijolas , descobri que sou boa cantora quando estava desenhando na praça e as vezes eu canto em um barzinho aqui por perto , ganho 50 pela noite e um prato de janta do dono que provavelmente está querendo me conquistar.

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