
Resumo
O destino é mesmo muito perverso quando quer, mas como já dizia um sábio, tudo tem seu tempo basta esperar, e isso não será diferente na vida de Rebecca Donssoon uma jovem que teve várias turbulências em sua vida e que enfrentou tudo com dignidade, mesmo no fim do poço conseguiu se heerguer.
Prólogo!
Tudo ainda estava muito vivo, na mente e no coração de Rebecca Donssoon, mesmo passados cinco anos.
O trauma em sua mente, e medo em seu coração, medo e dor. Tudo era tão difícil, tudo era tão vivo, lembranças horríveis viviam com ela em todos os momentos.
Aos 17 anos de idade, Rebecca e sua irmã Paula passaram por muitas turbulências, perderam os pais em um acidente trágico de carro, o homem, condutor do outro automóvel estava bêbado e drogado, ele foi detido mas logo após foi solto, por ser extremamente rico.
Paula e Rebecca ficaram sozinhas, tiveram que se virar, só as duas nesse mundo de gigantes, Paula por ser mais velha dois anos que Rebecca e ser maior de idade ficou com a guarda da irmã e as duas enfrentaram os problemas juntas, sempre unidas.
Os anos passaram - se e naquela noite, o pesadelo começou.
-Bom dia Maninha, é hoje...22 anos? Caramba tá velhinha em?-A jovem Paula zombava de sua irmã e as duas riam.
-Estou completando só 22 e você que já tem 24, meu bem? - Riam entusiasmadas.
-Que tal, nos darmos folga e irmos para uma baladinha básica? -A maior se pronuncia.
-Eu não sei não, Paula.
-Maninha é seu aniversário, temos que comemorar.
-Okay, está bem, vamos sair pra comemorar.
-Iup!-As duas rir.
Naquela mesma noite as duas se arrumaram pra causar, saíram naquela noite fria de Londres, Rebecca em sua mente tinha que estava mais frio do que o esperado e Paula pensava em dançar muito e curtir o que nunca curtiu na vida.
Mas, mal sabiam as mesmas que naquela noite tudo ia mudar, absolutamente tudo, as vidas das duas não seriam mais as mesmas.
- Becca, é inauguração dessa balada. - Paula faz uma observação.
-Deu pra perceber.- Rebecca fala com sarcasmo.
As mesmas entraram na fila enorme e depois de exatas três horas conseguiram entrar na boate.
-Finalmente, já estava sentindo calos em meus pés.- Rebecca fala se sentando no banco ao lado no balcão.
-Um whisky por favor. - Paula pede ao Bar Men, que logo coloca um copo com o que a moça havia pedido na sua frente.
-Aqui senhorita.- O mesmo fala.
-Obrigada.- A moça fala.
-Vou até o toalete, com licença.- A menor fala.
-Volte logo Becca.
A jovem com um educado aceno concorda e sai em direção ao seu destino. De alguma forma ela já sentia à exatos cinco anos, depois do acidente de seus pais que alguém a seguia constantemente, e naquela noite não foi diferente, a mesma sensação a perseguia e isso a incomodava muito, ela entrou no toalete e logo após alguém entrou também trancando a porta.
Ela se virou bruscamente pra ver quem era a pessoa que teria feito tal ato e não acreditou no que tinha visto, era ele, ela o mostro que assassinou seus pais, o cara que estava bêbado e drogado.
Definitivamente, Rebecca estava no lugar errado e na hora errada.
-O que faz aqui?-A jovem perguntou.
-Tenho te observado a cinco anos, e você é bem gostosinha heim? Fico completamente louco quando te vejo, você me trás desejos obscenos.
Ele se aproximava com passos lentos da jovem, e ela se afasta conforme ele se aproxima até suas costas se encontrarem com a parede completamente fria.
-Não se aproxime.- A moça fala com a voz trêmula.
-Por que não? Esperei tanto tempo por esse momento.-Ele se aproximou mais dela e pegou seus braços e encostou contra a parede bruscamente.
Lágrimas já ensistiam em sair dos olhos da jovem, ela já imaginava o que iria acontecer daquele momento pra frente, ela já sentiam nojo daquele homem com todas as forças, Rebecca ainda era virgem, ela esperava pelo amor de sua vida e não era como as outras que se entregavam ao primeiro que aparecesse, e agora seria violentada pelo assassino de seus pais.
-Não fique assim, serei rápido.
-Não! Não, por favor, não faça isso, eu te imploro.
Parece que ela não havia falando nada, ele começou a tirar a blusa da jovem, e ela gritava e se esperniava, ele começou a tirar a calça da mesma, ela deu um chute em seu membro e correu até a porta em quanto ele urrava de dor.
-Sua vadia!
Ela tentava abrir a porta com lágrimas nos olhos, mas ele a alcançou e a jogou no chão.
-SOCORROOOOOOO! ALGUÉM ME AJUDE.
-Sua tola, ninguém irá escuta - lá, olha o som alto que está lá fora.
Ele terminou o que havia começado, e quando acabou, se levantou, vestiu - se e saiu porta a fora deixando a jovem sozinha naquele banheiro frio e sujo.
Chorando, desamparada, naquele chão frio, Becca estava nua e sangrava, tanto em suas partes que foram machucadas, mas também em sua alma, sua alma sangrava de dor.
Momentos depois Paula já estava muito preocupada, então se direcionou ao toalete a procura da irmã, quando chegou lá não acreditou no que viu.
-Oh meu Deus! Rebecca o que houve, minha irmã? O que aconteceu? Aí meu Deus.
-Foi ele, foi o assassino de nossos pais, ele me estuprou. -Naquele momento as duas choravam compulsivamente.
Tudo foi tão rápido e ao mesmo tempo tão planejado, não passava pela cabeça das meninas naquele momento o por que dele ter feito tantas barbaridades a elas.
Tempos depois, Rebecca ainda muito traumatizada teve uma surpresa inesperada.
-Grávida? -A jovem se interrogava, completamente exasperada.
-Meu Deus! Rebecca! Aí meu Deus!- As duas se abraçam e choram, choraram como crianças que acabam de perder um doce.
-O que vai fazer agora Becca? O que faremos?-A maior pergunta.
-Não vou abortar se é isso que realmente quer perguntar, já estou de cinco meses, e este bebê é uma vida, é uma vida que carrego em meu ventre e ele não tem culpa do que aconteceu e nunca vai ter, eu vou ter esse bebê e vou ama - ló muito. -A menor teve uma atitude muito digna, que nem todas tem essa atitude, mas ela teve, mesmo com todas as circunstâncias.
-E pode ter certeza que eu irei amar muito o meu sobrinho ou sobrinha e irei estar aqui com você, pra tudo. - As duas se abraçam e Rebecca solta um "Obrigado".
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5 anos antes...
Rebecca Narrando:
Nesse exato momento estou sentindo a sensação inexplicável de ser mãe, depois de nove meses com minha pequena Sophia em meu ventre, finalmente tive o prazer imenso de te - lá em meus braços.
Minha doce menina.
Finalmente a vejo com meus olhos e a pego em meus braços e sinto o calor de seu corpinho pequeno e tão frágil.
Paula: Aí meu Deus! Minha sobrinha é muito linda, aí senhor que fofura.-Ela pega Sophia de meus braços.
Eu: Muito linda.-Lágrimas já se formavam em meus olhos.
Paula: Papai e mamãe, adorariam conhecer a neta.-As duas já choravamos.
Meus pais eram loucos pra ter netos, eles iriam adorar conhece-lá, meus pais eram os melhores país do mundo, ah como eu os amo...Eles ainda podiam estar aqui comigo e ver minha pequena crescer, mas aquele maldito fez com que isso não acontecesse.
Paula ainda estava com o jaleco branco, ela que fez meu prenatal, ela que me acompanhou de perto, e ela que fez meu parto.
Enfermeira: Doutora Paula, a senhora Alencar já está a sua espera.
Paula: Já estou a caminho.-Ela vem até mim e me entrega Sophia.-Tenho que ir atender minha paciente, ela está de sete meses e grávida de gêmeos.-Rimos.
Eu: Okay, vai lá. -Sorrio, olhando pra minha pequena.
Paula: Volto já, já. -Ela fala e sai porta a fora e eu fico apreciando minha pequena em meus braços.
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Paula Narrando:
Entrei em minha sala e logo vi Jade, minha paciente deitada na cama, e um homem sentado em uma das cadeiras.
Eu: Bom dia Jade, como está se sentindo?
Jade: Estou muito bem, doutora.-Ela sorrir.
Eu: Okay.-Murmuro indo pegar o gel pra passar em sua barriga.
Jade: Samuel, amor venha ver seus filhos.
Samuel: Já estou indo amor.-Olho pra ele por um momento e deixo cair a garrafinha do gel do chão.
Jade: Doutora Paula,tá tudo bem?
Eu: Meu Deus!
Jade: Doutora?
Eu: Jade, vou chamar jane pra lhe atender, não estou me sentindo muito bem.
Jade: Okay.-Olho pra ela por um momento e ela estava com uma aparecida preocupada.
Eu: Não se preocupe jade, esta tudo bem só estou com um mal estar.
Falo e saio de minha sala, encontrando Jane ao lado de fora.
Eu: Jane por favor atenda minha paciente, não estou me sentindo bem.
Jane: Oque ouve Paula?
Começo a chorar por conta do choque.
Eu: Não foi nada.-Enxugo minhas lágrimas.
Jane: Como não? Você está tremendo e chorando.
Eu: O esposo de sua filha.
Jane: Oque tem o Samuel?
Eu: Ele é o cara que estuprou minha irmã e assassinou meus pais.
Jane: Meu Deus! Não consigo acreditar que o esposo de minha filha é um monstro desse nível, minha nossa, e ainda por cima ele é sócio de meu marido.
Eu: Calma Jane, se acalma.-Começo a chorar também.
Jane: vá pro quanto a onde sua irmã está e fique lá com ela, irei atender minha filha e logo após irei lá falar com vocês.
Eu: Okay.
Falo e saio em direção ao quarto a onde minha irmã se encontra.
Jane é a enfermeira chefe aqui do hospital, seu marido é o dono, o senhor Valber e Jade é filha única dos dois, e em toda a gestação da gravidez de Jade que eu a atendi ela nunca havia vindo com o marido e hoje foi a primeira vez que ela veio e eu descubro que é o pai de minha sobrinha. Meu Deus!
Rebecca: Oque ouve?
Eu: Samuel!
Rebecca: Quem é esse?
Eu: O monstro, pai de Sophia, assassino de nossos pais, marido de jade, genro de Valber e Jane e sócio desse hospital.-Falo e me desabou em chorar.
Rebecca: Como assim Paula?
Naquele momento expliquei tudo pra mesma, tudo que havia ocorrido.
Assim que acabo de explicar, a porta é aperta e Jane entra como um furacão.
Jane: Desculpe meninas, mas eu acho que deveríamos agir como se não soubéssemos da verdade,isso pode ser muito perigoso.
Rebecca: É o melhor.
Jane: Mas ainda sim irei falar pra minha filha, pra ela se prevenir.
Eu: E não esqueça de seu marido também.
Jane: Irei falar com os dois.
Jane saiu e eu fiquei lá, com minha irmã e sobrinha o resto da tarde até jane vir até mim me dizer que Samuel já havia ido embora por que, foi chamado pra uma reunião de última hora, então voltei ao trabalho.
{...}
