
Resumo
Max é um professor talentoso e dedicado em uma prestigiada escola de elite na Irlanda, onde sua vida segue tranquila e bem estruturada. Tudo começa a mudar quando ele conhece Daniel, um aluno enigmático, incapaz de expressar emoções como alegria e amor devido a uma rara condição chamada Síndrome de Malévola. Para sobreviver, Daniel precisa se alimentar de um único sentimento: a raiva. No entanto, conforme a relação entre ele e Max se aprofunda, um novo e perigoso sentimento começa a surgir – algo que pode ser tão devastador quanto proibido: o amor. A grande questão é se Daniel conseguirá amar sem que isso o destrua.
Prólogo
Ainda estava na sala dos professores organizando minha aula, eram seis e meia da manhã as aulas começavam às 7. Eu levava muito a sério meus horários, era sempre pontual, não gostava de atrasos, sempre fui centrado e acreditava em meu potencial, lutei muito para chegar onde estou, foram 4 anos de faculdade e graças aos meus esforços hoje estou em uma bela escola de Elite na Irlanda. A Highway Schools King's.
Sou formado professor de línguas Português e Inglês conhecido por excelência e desempenho eu nunca desistia de ensinar um aluno, eu corria atrás quando davam sinal de querer desistir da minha aula, não tolerava bagunça e desrespeito eu fazia amizade com os alunos com facilidade, me dava bem com eles, mas quando precisava ser rígido e impor limites o fazia bem.
Não sou casado, filhos. Também não tinha, eu tinha apenas 29 anos, e sou bem resolvido em relação a minha sexualidade, mas ninguém sabia da minha opção e mantinha em segredo, o problema que o diretor era um Homofóbico e eu tomava muito cuidado em ninguém saber sobre minha vida pessoal.
Já me machucaram muitas vezes mas hoje eu não me importo mais, a minha sexualidade só desrespeita a mim, ninguém precisaria saber o que eu fazia com quem eu saia, no momento estava solteiro, tive minhas conquistas mas nada sério, no momento estava me dedicando a minha carreira, eu amava o que fazia e tentava ajudar no que podia.
Como nem tudo era maravilhoso na vida tinha meus inimigos, pessoas que tinham inveja de mim e claro pessoas boas e amigos verdadeiros que tinha grande respeito. Um deles era o professor de História Jiang Cheng eu e ele éramos muito amigos, eu gostava muito dele, tínhamos uma cumplicidade enorme eu me divertia muito com ele, várias vezes o ajudei com garotas, encontros mais ele era uma negação, sempre se atrapalhava em suas conquistas me pedia conselhos amorosos e eu judiava dele brigava mais ele era acostumado com meu jeito despojado e era um ótimo professor amava o que fazia, sempre que dava saímos juntos para um barzinho e jogar conversa fora.
Já o professor Sheldon de matemática era meigo amigo e muito sentimental, as vezes tinha dificuldade com os alunos da sua classe, mas eu ajudava pôr em ordem e tudo ficava bem, ele sempre me falava dos caras que ele saia e sofria por querer casar e até adotar uma criança, mas não achava o cara certo, ele também mantinha segredo sobre sua sexualidade, ele contava tudo e dizia como estava difícil achar o cara certo, mas para mim o cara certo estava bem na frente dele, ele só não sabia ainda.
Estava falando do professor de física Rodrigo , ele era sério não era casado eu não falava muito com ele, mas percebia várias vezes o jeito que ele olhava para ele, seus olhos brilhavam, e até Alex tentou uma aproximação, não teve êxito, mas ouviu dizer pelos corredores da escola que ele era apaixonado por alguém, que ficava todo sem graça quando ele aproximava dele e com certeza era o Sheldon e tentaria fazer alguma coisa para ajudá-los.
Bom agora irei falar do furacão dessa escola, o que me tirava do sério o professor Gael que Homem era aquele, confesso que já tivemos um caso a um tempo atrás, ele praticamente se jogava pra cima de mim, era ousado, manipulador e sedutor, algumas professoras e alunas queria ficar com ele, mas ele não dava bolas a elas. Ele só ficava atrás de mim.
Eu tentava de tudo me livrar dele eu não sei o que fiz para ele não sair do meu pé chegamos a namorar mais eu não aguentava ele era muito ciumento, brigão sempre me seduzia para tentar uma reconciliação e sempre caia em sua armadilha, pois era um homem incrível no sexo então, não tinha que reclamar.
Sabia me deixar em ponto fraco, as vezes eu dava uns pega nele, mas depois me arrependia, ele várias vezes me falava, que eu só seria dele e demais ninguém que um dia eu iria casar com ele e eu dava risada daquele comentário absurdo, mas era assim impulsivo e manipulador .
O diretor chegou na sala dos professores nos dando as seguintes notícias, sobre os preparativos da maratona entre as escolas, todos estavam animados pois a escola vencedora iria ganhar um prêmio em dinheiro então estavam todos empenhados com os treinos, apesar da nossa escola ser muito bem recomendado pela diretoria de ensino, estava no ranking das 3 melhores escolas do estado, mas precisávamos de uma grana para a construção do Anfiteatro e do Clube de Música, o diretor se aproximou de mim e dizendo que precisava falar comigo.
_ Max você é um excelente professor e vai nos ajudar nessa maratona eu tenho certeza disso, eu posso contar com sua ajuda?
_ Sim Diretor, pode contar comigo ,o que eu puder ajudar, estou as ordens.
_ Muito obrigado pela ajuda, vamos vencer ,a nossa escola precisa desse dinheiro.
E o diretor saiu da sala, e Gael se levantou e veio em minha direção colado a mim, ele aproveitou que só estava nos dois, passou uma das mãos em meu braço e olhava feito um cachorrinho sem dono, e claro eu ria tentando afastar ele.
_ Meu queridinho o justiceiro dos oprimidos, o rei dos aflitos, isso me excita sabia, será que poderei me aproveitar da sua generosidade essa noite lá em casa.-Disse ele sussurrando em meu ouvido.
Eu sorri me afastei dele e olhando em seus olhos disse.
_ Você não presta Gael você ainda insiste nisso. Você acha que vai dar certo, eu já te disse, você tem uns gostos estranhos, e me assusta sabe .
_Ah vai, não vai me dizer que você não gosta, eu sei que é louco por mim, só eu sei te satisfazer Max do jeitinho que você gosta.-Disse quase me beijando os lábios mais desviei rapidamente.
_ Eu nem vou responder Gael vou para minha aula, já vai começar, acho que você deveria fazer o mesmo.
E sai deixando ele sozinho na sala, podia sentir a ira dele ele não suportava deixa-lo sozinho, tinha vezes que não resistia aos seus encantos, mais já estava cansado, entrei na sala e os alunos foram chegando aos poucos, abri o livro na matéria que ia trabalhar com eles, mais antes que pudesse começar o diretor pediu licença para entrar, eu concedi que entrasse, junto do diretor entrou um jovem magro, olhar misterioso e frio rosto pálido, cabelos longos e lisos. Fechei o livro e esperei o diretor dar a palavra.
