Prólogo
Passava da meia noite e o lugar estava silencioso. O garoto esperava olhando as esca-das sem piscar. Esperava ansioso pela pessoa que apareceria no topo da escada. A ansie-dade era tamanha, que ele chegou dez minutos antes do combinado. Coisa que não era de seu feitio, mas aquele encontro era precioso demais para se atrasar.
Ouviu passos e ajeitou a postura, ficando de forma impecável, queria impressionar. Logo um homem magro e alto apareceu, seus olhos encontraram o garoto e nesse momen-to se estreitaram o encarando. O garoto não se moveu um centímetro.
— Está aí há muito tempo?
— Dez minutos.
— Por que se combinei agora?
— Não queria me atrasar.
O homem riu com desdém.
— Por que não age assim na escola?
— Porque você me ensinou que regras são feitas para serem quebradas.
O homem sorriu malicioso.
— Só que eu não quero saber de ninguém me perturbando por suas faltas. Faça as coi-sas direito e sem ser visto. Ou isso é demais para você?
— Não é. O problema são os idiotas dos meus colegas. Eles sempre fazem as coisas er-radas.
— Pare de culpar os outros por seus erros, Drake!
O garoto não respondeu e nem desviou o olhar.
— Esse ano eu não quero saber de perturbações. Se quer aprontar as suas, se vire para não ser visto ou para consertar.
— Tudo bem.
— E veja se aprenda algo dessa vez. Quero ver você no topo.
— Sim, senhor.
O homem se afastou sem falar mais nada. O garoto subiu as escadas e seguiu para o quarto. Ele foi até a janela e olhou para fora. A lua estava cheia e bem grande no céu.
— Eu vou ser um vampiro tão forte quanto você, Drácula.
