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Vincenzo

— Aquele homem é extremamente presunçoso — diz Salvatore parado ao lado da cama.

— Você ainda conversa com ela? — indaga o homem de fios grisalhos usando uma bengala.

— Eu ainda tenho esperança de que ela desperte a qualquer momento — O mais novo acaricia os longos fios castanhos da mulher.

— A sua única preocupação nesse momento é impedir que o Vincenzo saia limpo nisso tudo.

— Ele perdeu a mulher que amava, querendo ou não ele saiu manchando no fim disso tudo.

— E mesmo assim deu a volta por cima e conseguiu sucesso sem entrar nos negócios da família.

— Eu sei que aquela família deveria está morta, mas Vincenzo e Donatello se tornaram pessoas importantes, Vincenzo apesar de discreto sempre acaba em alguma página de fofoca por conta da ligação com o irmão.

— Eu sei que não podemos matar esses dois sem que isso repercuta, mas isso não quer dizer que não possamos torturar eles aos poucos.

— Poderíamos atingir pessoas próximas a eles, mas aquele idiota não permiti a aproximação de ninguém.

— Mas em algum momento ele vai ter que da uma brecha, e ali que vamos lhe acertar em cheio. Vincenzo Strada só precisa de uma faísca para finalmente resolver as coisas, da forma que nós resolvemos e enfim tomarmos o poder o esmagando.

Fiorella termina de tomar o café da manhã, ela precisa sair o mais rápido possível para não se atrasar para o trabalho. Ela estava com os fios lisos presos num coque desgrenhado, seu casaco estava uma verdadeira bagunça e suas meias trocadas. Quando ela finalmente chega a empresa quase não tem tempo de tomar fôlego, por exatos dois minutos ela tinha conseguido bater o cartão no horário. A Alba entra no elevador e alguém coloca a mão para a porta não fechar, o homem de terno com uma barba densa e lindos olhos azuis para ao lado dela. Ella era apenas alguns centímetros mais baixa que ele, ela se sentia tentada a olhar aquele homem ao seu lado, mas tinha medo de manter contanto visual.

Ela acaba deixando o elevador antes dele, sem olhar para trás Fiorella segue até o vestiário para se trocar e começar seu trabalho. Ela tinha ficado com aqueles olhos azuis em sua mente, apesar de ele nem sequer ter olhado diretamente para ela. A Alba respira fundo e tenta afastar tais pensamentos, seja lá quem fosse parecia ter um cargo importante, e dificilmente trocaria uma palavra sequer com uma simples copeira novata. No auge dos seus vinte e quatro anos, Ella nunca tinha conseguido focar em outras coisas além do trabalho, claramente ela já tinha tido relacionamentos breves, mas nunca conseguiu se da ao luxo de sequer manter uma amizade sólida.

— Ella, eu preciso da sua ajuda, eu tenho muita coisa para fazer e o senhor Strada pediu um café para ele e um cliente.

— Não se preocupe, eu vou preparar o café e levar para eles — ela da um leve sorriso.

— Você é maravilhosa, e eu vou me lembrar de retribuir o favor. Eu só peço que você arrume um pouco o cabelo, os funcionários precisam sempre andar alinhados.

Rapidamente Fiorella da uma leve arrumada no cabelo, ela não tinha tempo para fazer muita coisa, então após lavar as mãos a morena prepara o café e coloca as xícaras na bandeja. Ella caminha até o escritório e apoia a bandeja com uma mão, para assim conseguir bater na porta com a outra. Após ouvir um "pode entrar" a morena abre a porta e entra, se deperando com o homem do elevador focado em sua conversa. Ela serve os cafés e tenta sair, mas o outro homem a chama fazendo com que o homem de olhos azuis a encare com uma expressão de surpresa.

— Você é nova por aqui? Eu nunca te vi antes, e teria reparado numa beleza assim.

— Comecei na empresa faz pouco tempo — ela olha para Vincenzo que estava pálido a encarando.

— O que aconteceu com você, Strada? Parece ter visto um fantasma — Fiorella aproveita a deixa para sair da sala o mais rápido possível.

Fiorella entra no banheiro e se apoia na pia, ela tinha achado um tanto estranha a reação daquele homem a encarando. Seus olhos verdes fitam o espelho, talvez ela estivesse desarrumada demais para servir café para um cliente tão importante, ou ele simplesmente não tinha gostado de algum comportamento dela. Tantos questionamentos rondavam a mente de Ella, e ela só queria manter seu emprego e conseguir ter uma vida mais tranquila. A Alba sai do banheiro e volta ao seu trabalho, afinal uma situação desconfortável não poderia lhe fazer tirar o foco do trabalho.

Vincenzo estava em seu escritório ainda atônito, o cliente já tinha ido embora, e o Strada ainda pensava em como tinha visto a cópia de sua noiva morta ali na sua sala. Ele leva as mãos a cabeça e respira fundo, ele não conseguia acreditar no que tinha visto, e agora precisava encontrar uma forma de descobrir o que estava acontecendo. Sua secretária tinha lhe entregue os dados da moça, ela se chamava Fiorella, era órfão e tinha a mesma idade que Antonella deveria ter agora. Até os nome eram parecidos, e aquilo lhe intrigava ainda mais, era como se os fantasmas de seu passado estivessem brincando com sua sanidade.

— Sua secretária me mandou entrar — diz Ella evitando olhar diretamente para Vincenzo.

— Olhe para mim — Ele se levanta e caminha até ela — Eu disse para olhar para mim.

— Eu fiz algo de errado? — a essa altura ela já estava trêmula e sem saber como reagir.

— Eu só quero tirar uma dúvida — o Strada levanta o queixo dela e a analisa cuidadosamente.

— Eu sei que sempre apareço despenteada... — Vincenzo coloca os dedos nos lábios dela a calando.

— Você é idêntica a ela até na voz, seus traços são os mesmos — Ele toca o rosto dela — Mas a sua personalidade é completamente diferente.

— Eu sou parecida com quem exatamente? — ela o encara intrigada, sua respiração estava irregular com a proximidade de seus corpos.

— São idênticas e não parecidas — Ele enfatiza e Ella o encara surpresa — Você é a cópia da Antonella, minha noiva que foi assassinada.

— Você por um acaso é um daqueles caras estranhos, que sequestram moças parecidas com alguém que já morreu?

— Eu não quero te sequestrar — Ele pega o celular e mostra uma foto — Só eu tinha fotos dela assim mais simples, e assim vocês ficam ainda mais parecidas.

— Eu estou... Eu não sei como reagir a isso — Ela balança a cabeça um tanto desnorteada — Eu sei que não sou eu porque eu não tenho essa roupa, e nem estive nesse quarto aqui da foto.

— Antonella e você são idênticas, e apesar de está abalado com isso, eu também quero me vingar de quem a matou.

— E aonde eu me encaixo nisso? Eu sou apenas uma sósia — a Alba só queria sair dali e fugir daquela situação.

— Eu quero que você se passe pela Antonella, eu quero castigar algumas pessoas com o fantasma dela.

— Você só pode está louco — Ela ri sem humor — Você realmente está falando sério?

— Eu nunca falei tão sério quanto agora, e quero te pagar um bom dinheiro para que aceite a minha proposta.

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