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Loucura por amor parte 2

Já na estação de metrô que tinha perto da empresa que infelizmente não trabalhava mais, esperava o metro que o levaria para seu pequeno apartamento, nesse minuto, ele se encontrava sentado em um dos bancos de concreto que serviam para esperar o dito cujo do metrô, sua cabeça estava abaixada, um turbilhão de pensamentos surgiam em sua mente, pensava em como arrumaria um novo emprego, em como Sandro ficaria louco quando não o encontrasse, escutou seu telefone tocar, o pegou, vendo no identificador que era Sandro.

“O que faço com você? Com certeza você vai me procurar até no inferno” Silas pensou imaginando como Sandro viraria aquela empresa de cabeça para baixo para o encontrar, sorriu com tal pensamento.

Era engraçado, como em tão pouco tempo, ele conseguiu mudar sua vida, eram amigos a quatro míseros messes, e para sua tristeza já encontraram empecilhos.

Seus olhos brilharam com lágrimas não derramadas, acabado, olhando ainda para o celular que tocava incessantemente, contudo não o atendeu, não queria falar com ninguém, precisava de um momento a sós consigo mesmo. A essas horas Sandro deveria estar descendo para o andar em que ele ‘Silas’ trabalhava, com o diabo incorporado no corpo, riu diabólico imaginando o que seus funcionários passariam até que o CEO da empresa encontrasse o causador da demissão dele. Para não ser mais perturbado desligou o celular, ao fazer isso deixaria Sandro mais possesso, assim descontando toda a sua raiva em Paul, o responsável pela demissão de Silas.

O metrô ainda demoraria uma eternidade, para o desgosto de Silas que queria sair dali o mais rápido possível.

Na empresa

Sandro saiu do elevador com a cara fechada, quem cruzava seu caminho logo saia da frente não querendo levar chumbo no lugar da pessoa que o fizera ficar assim, ele escutou alguns buchichos que ignorou, primeiro tinha que encontra Silas esse era o seu propósito.

Foi em direção a mesa de Silas, entretanto seu amor não estava lá, onde deveria, sua raiva aumentou exponencialmente, fechou mais a cara, se era possível, girou seus pés em torno de si próprio, seguindo para o escritório do chefe de equipe bufando de raiva, os funcionários que trabalhavam no andar se assustaram como o CEO estava agindo, com certeza ele saberia onde estava Silas.

Abriu a porta sem nem ao menos bater, entrou na sala, fechando a porta com o calcanhar, disparando logo que o Sr. Morales levantou a cabeça.

— Onde o Silas está? — Perguntou com sua voz um tanto rouca autoritário como sempre.

— De quem o sr. Está falando? — Respondeu com outra pergunta não reconhecendo o nome que Sandro acabara de dizer.

A pergunta de Paul acabou por estressá-lo, como o indivíduo na sua frente não se lembrava da pessoa que infelizmente estava a sua frente. Sandro nunca gostara de Paul, só não o tinha demitido até hoje por ser muito eficiente no que fazia.

Sandro o lançou um olhar mortal, não queria crer que ele não se lembrava, aquilo era completamente inaceitável.

— O que não está na sua mesa trabalhando! — Exclamou com o tom de voz mais elevado que o normal, já não conseguindo se segurar.

— Ahhh, aquele Silas... — Paul disse como se uma caverna de tesouro tivesse surgido em sua frente. — Eu o demiti.

— Você o quê? — Gritou incrédulo, o homem a sua frente teve a coragem de demitir uma pessoa sem nem ao menos o consultar.

— Tente se acalmar...

Paul foi interrompido pelo CEO da empresa.

— Não diga o que tenho o que fazer Paul — Disse entre dentes demonstrando a raiva que estava sentindo no momento. Paul se encolheu em sua cadeira, o medo transparecendo em sua expressão corporal. — Você demitiu uma pessoa sem ao menos me consultar?

— S-sim, foi isso mesmo — Paul respondeu gaguejando quando começou a falar.

— Já enviou a papelada para o RH? — Perguntou com a raiva dando lugar a preocupação em sua voz.

— Ainda não. — Respondeu se ajeitando em sua cadeira.

Ao ouvir o que Paul acabara de dizer saiu feito o the flash da sala, agora entendia o porquê da porra daquela mensagem, e o motivo de Silas não o ter atendido. Provavelmente ele estaria na estação naquela altura, se já não tivesse pegado o metrô para a sua casa, era a primeira vez que Sandro iria o inferno se fosse preciso como nasceu em berço de ouro, nunca precisou na vida de depender de transporte público, nunca precisou de utilizar nada público, entrou no elevador, impaciente, pois necessitava chegar à estação antes que o metrô das 16:25 horas passasse.

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