Capítulo 6
Claudia, que continuou falando com os olhos cheios de esperança, acrescentou calmamente uma palavra.
—Se há um defeito, é que a outra pessoa é um pouco mais velha e é divorciada, mas não estamos em condições de esconder isso agora, certo? ... De qualquer forma, continua a ser um casamento.
O rosto de Avery estava nublado porque não queria aceitar isso tão facilmente.
—Este é um cargo pelo qual trabalhei muito para conseguir, então tenho que conseguir de alguma forma
Por que você não responde? Você entende o que estou dizendo?
Avery, que estava inquieta, abriu lentamente a boca — Não quero me casar ainda. Quando você for um pouco mais velho, talvez eu case — Foi nesse momento.
A cabeça de Avery virou para o lado com um forte som de atrito.
Logo suas bochechas ficaram vermelhas e inchadas.
Claudia bateu-lhe com força na bochecha. Claudia gritou com muita raiva: “Por que estás a responder de forma arrogante?
Avery simplesmente ficou parada, como se não estivesse surpresa.
Claudia lançou-lhe um olhar frio: “Se não fosse pelo seu pai, você teria conseguido viver em uma família tão boa? Uma universidade de prestígio em uma escola secundária de prestígio? Seria impossível!”.
Avery olhou para ela em silêncio enquanto Claudia continuava gritando.
— Se não fosse por nós, você teria ido para o orfanato assim que sua mãe morreu! Nem penso em retribuir o favor que essa vadia estúpida me fez ao criar você...
Avery ficou quieta e apertou os lábios com força. Era devastador e horrível que eles fossem a única família que eu tinha no mundo.
— Simplesmente se você estragar esta reunião como da última vez. Sei que um tapa na bochecha não seria um grande problema naquela época!
Depois de gritar assim, Claudia olhou para Avery com o olhar mais feroz em seus olhos e então foi embora.
Avery ficou ali por um momento e depois foi para a cozinha colocar uma compressa em sua bochecha inchada.
Vê-lo tirando gelo da geladeira casualmente, como se já tivesse passado por essa situação uma ou duas vezes, foi lamentável.
Foi quando Avery colocou um saco cheio de gelo na bochecha — Então você deveria ter dito que ia se casar de uma maneira mais gentil... Eu sei que a personalidade da minha mãe não é nada boa.
A expressão de Avery endureceu diante da voz rancorosa que vinha atrás dela.
A mulher que sorria diante de suas bochechas inchadas era a própria filha de Claudia, Abigail.
Ela disse com voz sarcástica: “Honestamente, se você tem tantos confrontos por se recusar, sempre levando um tapa na cara, não deveria estar agradecida e ir? É só um casamento. Além disso, eles vêm de uma família rica. Eu não teria que me preocupar em encontrar trabalho e viveria ouvindo meu marido, isso seria bom”.
Avery ouviu suas palavras com um ouvido e as deixou escapar pelo outro...
Não importava quantas vezes eu tentasse responder, quem sempre saía ferida era eu.
Abigail se aproximou da garota inexpressiva e acrescentou: “Mas quer saber? O homem com quem você vai se casar é um completo idiota e lascivo”.
Diante dessas palavras, os olhos de Avery vacilaram por um momento. Com o que Abigail disse com um sorriso no rosto, perguntando-se o que era tão engraçado
— Há rumores que ouço com frequência nos lugares que frequento, de que as mulheres que você conhece mudam todos os dias e que você vai a bares de entretenimento e dorme com prostitutas.
Ouvi dizer que a razão pela qual você se divorciou da sua ex-esposa foi porque levava mulheres para a sua casa de recém-casados e sua esposa o apanhou.
Suas palavras zombeteiras continuaram. Avery estava de pé com os lábios bem fechados, como se já tivesse se resignado a isso.
—Mas o rosto é muito bonito.
Só de olhar para a aparência dele, quase dá para dizer que é uma celebridade ou algo assim — acrescentou, rindo para a sombria Avery — Eu te invejo. Você não vai precisar se preocupar com a aparência dos filhos, os genes dele são muito bons.
Era uma tarde de domingo em que as folhas das árvores em flor tingiam o mundo de cores. Avery dirigiu-se ao café do primeiro andar do hotel, o local de encontro.
Avery vestia uma blusa branca pura e uma saia bordada que Claudia havia comprado para ela.
Era a primeira vez que recebia roupas tão caras como presente dela.
O cabelo, que havia sido arrumado na loja, tinha cachos naturais e caía até os ombros. Os brincos em forma de flor brilhavam em suas orelhas, realçando sua beleza.
Ao chegar em frente à entrada principal do café, Avery lembrou-se do telefonema que recebeu de Selena na noite anterior.
Depois de ouvir a notícia da discussão com sua madrasta, ela ficou surpresa ao tentar encontrar informações sobre o pretendente de sua amiga.
“Avery Collins, cancele a reunião imediatamente!
A pessoa com quem você vai se encontrar é absolutamente a pior das piores!”
Selena ligou para Avery tarde da noite, com a voz cheia de comoção.
“Dizem que a história desse cara com as mulheres não é brincadeira. Sua personalidade é tão ruim que todos os seus subordinados o odeiam profundamente... Exceto por seu rosto atraente, ele é um completo libertino e idiota.”
“Sua madrasta não é cruel demais para ser chamada de humana? Não importa o quanto o dinheiro seja escasso, como ela pode se casar com um cara assim? Se fosse sua filha, ela a mandaria de carro para um homem como esse?”
Selena soltou informações sobre a pessoa com quem estava lidando, sem dar tempo para responder.
E eu fiquei com raiva e disse que nunca deveria me casar com um cara assim. Na verdade, Avery não se sentiu muito envergonhada ou chateada enquanto ouvia a história. Isso era algo que ela já sabia graças a Abigail, e ela não se importava mais com o tipo de pessoa que era o outro.
Não importava quem fosse seu adversário, ela não tinha outra escolha.
Avery, com uma expressão séria como se já tivesse tomado uma decisão, abriu a porta de entrada do café. Avery entrou no café e encontrou um homem sentado perto da janela. Ele era o único homem sentado sozinho neste café e vestia roupas que combinavam com sua aparência.
Convencida de que o homem era seu oponente, Avery caminhou em sua direção. Ela se aproximou do homem e abriu a boca.
—Você é o Sr. Gil Jefferson?
O homem que estava olhando para o tablet levantou a cabeça ao ouvir sua voz.
Avery, diante dele, ficou surpresa e arregalou os olhos.
Olhos negros profundos e escuros e um nariz afilado que quase parecia um corte.
Lábios moderadamente longos, grossos e atraentes e um queixo de ângulo pronunciado. Além disso, pele limpa e sem imperfeições...
A boca de Avery se abriu sem que ele percebesse ao ver suas feições faciais perfeitas, como uma escultura. Ele tinha ouvido dizer que ele tinha um rosto brilhante, mas não tinha ideia de que era tão bonito.
Não, era como se nunca na vida tivesse visto uma pessoa tão bonita.
