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Aurora narrando
Hoje chegou o dia em que vou ter que ir embora do orfanato, as irmãs não conseguem mais que eu fique aqui por já ser de maior, elas ainda me deixaram ficar por 2 anos ajudando aqui como voluntária, mais infelizmente tenho que seguir o meu caminho, com isso a irmã Maria me desejou boa sorte nessa caminhada e me deu alguns lanches e um pouco mais de 300 reais pra mim pode dormir em algum canto até arrumar um trabalho agradece a ela pelo tempo que fiquei aqui é disse que voltava pra visitar quando arrumar um emprego, fui caminhado até um ponto de ônibus que tinha em frente a uma faculdade, enquanto esperava o ônibus sem nem mesmo saber para onde iria, chegou uma moça e perguntei se ela sabia um lugar onde pudesse passar a noite e que não fosse muito caro.
_ prazer me chamo Helen!
e eu responde: me chamo Aurora.
_ desculpa perguntar mais você não é daqui? _ sorriu para ela.
_ sim sou, é porque eu morava em um orfanato e não posso mais ficar lá porque já estou com 20 anos _ respondo e vejo ela fazer uma cara de triste.
_ Aí desculpa pela pergunta, mas sendo assim você vai comigo e lá meu irmão ver uma casinha para você mora que não seja cara e eu tenho uma loja de roupa, aí você pode trabalhar lá se quiser _ abro um sorriso maior que o sol.
_ aí quero sim, muito obrigado Helen, muito obrigada mesmo _ agradeço apenas sorrindo, porque minha vontade é de abraçar ela.
Continuamos conversando e quando chegou um carro preto é Helen disse pronto chegou o Jota vamos, eu fiquei de boca aberta por que ela não me disse que íamos de carro, entramos no banco de trás e tinha dos meninos na frente um branquinho, lindo, forte, lindo, todo tatuado e lindo eu já disse lindo, mais com uma cara de mal, que me deu medo, e o outro era moreno café com leite, tatuado, forte também lindo e já era um pouco mais simpático e divertido que o outro, porém eles conversavam na frente.
_ Essa daqui é a Aurora _ eles olharam para trás.
Helen nos apresentou o simpático se chama Jota ou JT e o outro como Demo que só acenou com a cabeça, e ele ficou me olhando de um jeito que fiquei vermelha igual a tomate, e baixei a cabeça já o Jota ele me olhava de um jeito doce, como se quisesse me conhecer de algum lugar e não sabe de onde.
Samuel/ Demo narrando
Eu estava de boa com o Jota na boca resolvendo várias coisas, quando minha coroa me liga é pede para ir buscar a Helen na faculdade porque não vai ter como ir buscar ela, eu saio junto com Jota para o carro, no caminho mando mensagem dizendo que vou buscar ela, ela avisa que está no ponto de ônibus esperando só coloco blz e continuo o cominho, como eu é o Jota fazemos tudo no sapatinho ainda não sabe nossa identidade, por isso podemos descer pra pista numa boa, quando encosto o carro a Helen entra e como eu e Jota estamos conversando não reparamos que entra uma menina mais ela no banco de trás, porém a Helen nos chama e apresenta ela a gente como Aurora e fico olhando pra ela mano que mina gata, pela morena clara, com os olhos cor de mel, boca bem rosinha, cabelo ruivo, ela percebeu e ficou vermelha igual pimentão e baixou a cabeça, porém só dei um aceno com a cabeça e dei partida para o morro, e de vez enquanto olha pra ela pelo retrovisor sem ela ver.
Quando chegamos no morro as meninas desceram e o Jota olhou para me com uma cara que não sei explicar.
_ O que foi Jota que está com essa cara aí? _ o jeito que está eu não entendi.
_ Mano você viu essa menina que está com a Helen _ porém antes dele terminar de falar o interrompo.
_ É mano já está de olho em carne nova é kkkkkkk _ ele fecha a cara e fico sem entender mais ainda.
_ Não Samuel, eu olhei para ela e achei ela muito parecida com alguém só não sei quem e de onde _ eu continuo sem entender a sua reação.
Quando o Jota me chama pelo meu nome eu arqueio a sobrancelha para olhar para ele, porque quando ele fala assim é porque a coisa está seria, porém quando ele falou isso logo fiquei em alerta.
_ Você acha que algum inimigo a colocou aqui? _ respiro fundo.
_ Não sei demo, só sei que eu senti que devo proteger ela de tudo, eu só não entendo o porquê desse sentimento _ fico calado.
Depois da minha conversa com o Jota fiquei com o pé atrás e vou ficar de olho nela, porque vai saber né, meu morro está na paz e não quero que ela vá embora tão cedo.
Vou entrando dentro de casa mais Jota para comer porque eu já estou com uma broca na barriga, e vejo minha irmã apresentando-a pra minha mãe, e se sentando para conversar, passamos direto pra cozinha para comer, me sirvo junto com o Jota e comemos conversando sobre o baile que vai ter no sábado e vendo se está tudo indo bem, quando entra na cozinha a minha mãe, a Helen e a aurora.
_ Samuel você poderia ver uma casa para aurora morar _ soltei a colher e olhei para minha mãe, para o Jota e depois pra a aurora.
_ Mas eu vou pagar o aluguel e se possível pode ser o mais baratinho, o dinheiro que tenho aqui é só 100 reais e 100 reais pra comprar comida e 100 reis até receber o meu primeiro salário, e sua irmã vai mim dá um emprego aí vou poder te pagar não se preocupe não viu _ soltou tudo de uma vez e depois respira fundo.
_ Certo vou desenrolar isso aí pra tu, aí é você sozinha que vai morar ou tem parente? _ vejo ela ficar triste e baixar a cabeça pude ver ela limpando uma lágrima que desceu e ela limpou bem ligeiro, respirou fundo.
_ Não tenho parente não, vai ser só eu mesmo _ dá um sorriso fraco.
Todos que estavam na cozinha ficaram em silêncio e minha mãe quem falou cortando o clima que ficou.
_ Pois estar bem, essa noite você dorme aqui no quarto de hóspedes e amanhã, você vai para a casa que o Samuel vai arranjar _ ela olha para Helen que só confirma com a cabeça e dá um sorriso para minha mãe.
Jota narrando
Não sei por que mais quando eu vi a aurora chorar porque não tinha parente, me deu um bagulho esquisito no peito, uma vontade de abraçar ela e proteger de tudo, mais ainda é muito cedo tenho que saber se procede mesmo coisa que ela fala, mais sinto que posso confiar nela.
Depois disso o Demo começou a conversar comigo de novo sobre o baile e o morro, aí foi quando olhei pra Helen e ela estava me olhando tão bonito, porém quando ela percebeu que eu também olhava desviou e olhou para o seu prato, fiquei com aquilo na mente, e quando acabei levante lavei meu prato e desejei boa noite a todos e fiz toque com o demo e fui para casa.
Quando cheguei minha mãe já estava deitada, passei direto para o quarto, tirei minha roupa e fui tomar um banho, quando estava debaixo do chuveiro imagem da Helen me olhando veio de novo e eu fiquei querendo saber o que ela tanto pensa, porque me olhava daquele jeito tão lindo, aquela boca carnuda dela, o corpo lindo, quando deu por mim já estava me aliviando debaixo do chuveiro pensando nela mais uma vez, droga eu preciso arrumar uma mina se eu vou enlouquecer só me aliviando na mão pensando na Helen, saí do banho só de cueca, apaguei a luz, e me deitei e sono logo chegou.
Helena narrando
Eu estava em casa terminando a janta, quando a Helen chegou da faculdade e fui até a sala quando cheguei ela está com uma outra menina na sala, dei boa noite a elas e a Helen me apresentou ela, nós nos sentamos no sofá e não sei por tive a impressão de que já tinha visto ela e perguntei.
_ Eu acho que não, eu morava no orfanato Mãe Rainha desde bebê, a senhora já foi lá alguma vez? _ vejo que seus olhos brilham quando fala do orfanato.
_Não, então pode ser só porque você é parecida com alguém que já vi mesmo desculpa _ ela me dá um sorriso.
_ você chegou lá grande e nunca nenhuma família se interessou para te adotar _ Helen me pergunta.
_ Helen não seja curiosa minha filha _ repreendo ela.
_ Não tem problema, quando eu cheguei no orfanato a madre Maria disse que eu tinha de 2 pra 3 meses de vida, e que me deixaram na porta dentro de uma caixa de papelão, só com um macacão rosa e com essa medalhinha que tem uma letra J, ela não sabe se seria do meu nome ou teria haver com minha mãe biológica, a madre disse que não entende porque eu nunca fui adotada, pois sempre fui uma criança muito bonita, calma, quando fui crescendo aí foi que ficou mais difícil, as famílias sempre preferiam as crias mais novas, ou com o padrão que a sociedade impõe, como branca de olhos claros, ou cabelo liso, ah mais ela já está grande, é morena e tem os cabelos laranja, ela disse que era sempre essas desculpas que eles usavam para não me adotar. A madre sempre me tratou muito bem, à medida que ia crescendo eu ia ajudando no orfanato, fazia o café da manhã das crianças, contava história pra elas dormirem, dava banho, arrumava a biblioteca e também brincava com elas no jardim e assim sempre me distraia, quando completei 18 anos por lei teria que sair de lá, mas a madre conseguiu que eu ficasse como voluntária para ajudar e em troca eu tinha onde dormir e comer, esse ano quando fiz 20 anos a madre recebeu uma carta informando que eu teria que sair do orfanato, e que não teria como continuar lá mais pelo governo, e foi nesse dia que conhece a Helen no ponto de ônibus _ já tinha lagrimas nos olhos.
_ Eu sinto muito Aurora mais agora você está entre pessoas boas, e pode contar com a gente para o que você precisar. Agora vamos lá para a cozinha jantar, e aproveito e falo com o Samuel para arrumar uma casa aqui no morro para você ficar morando e arranja um emprego _ ela só confirma com a cabeça e vamos para a cozinha e antes de chegar ela fala.
_ O emprego eu já tenho, a Helen me chamou para trabalhar na loja dela, assim com o salário vou conseguir pagar o aluguel e as despesas da casa _ dou um sorriso para minha filha e depois para Aurora.
Fico feliz por ver que criei meus filhos certo, que ajudam ao próximo com mesmo amor que eu e o pai tinha em ajudar ao próximo mesmo sem conhecer.
