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Capítulo 05

Acordo no outro dia com o som do meu celular tocando.

— Mais que merda.

Pego o celular no criado e atendo ainda irritada e sonolenta.

— Alô...

— Senhora, estamos com problemas na refinaria Belgrado. a voz de um dos meus seguranças invade minha cabeça e acordo.

— O que foi. Pergunto de imediato.

— Tem alguns ativistas aqui na porta, eles se amarraram nos portões e não deixa os nossos caminhões entrarem ou saírem.

— Ok, já estou a caminho.

Forço o meu corpo a levantar e olho no relógio.

— Merda...Por que essas pessoas acordam tão cedo para encher o saco, se tivessem trabalhando estariam em casa dormindo.

Era cinco da manhã, mal havia dormido, vou até o banheiro e tomo um banho bem demorado e caprichado, saio do banheiro e me arrumo.

Hoje vou usar um terninho de linho, um salto alto, uma camisa branca, meus cabelos não vou fazer penteado seu que minha enxaqueca irá atacar então deixarei eles soltos, uma maquiagem para esconder a noite mal dormida e um batom vermelho sangue, meu óculos escuro e pronto, perfeita.

Desço as escadas e Bernard me esperava.

— Bom dia, teremos um dia agitado.

Ele fala e forço um sorriso.

— Bom dia minha menina. Selma fala e vou até à mesa sentando sem ânimo.

— Bom dia Sel, só vou beber um cafezinho e nada mais.Ah por favor leve o café da manhã do Murilo.

— Sim minha filha...

— O helicóptero já está pronto, duas horas de viajem, Selma, arrume um lanche para viagem, ela vai sentir fome. Bernard fala e Selma sai para cozinha.

— Sabe um dia você vai me dizer como fica sabendo das coisas primeiro que eu.

Brinco para amenizar minha frustração.

— É meu trabalho. Ele pisca me fazendo revirar os olhos.

— Vamos resolver isso logo, você poderia me ensinar a chutar a bunda desse povo chato.

Bernard sorri enquanto me levanto, Selma aparece com uma bolsa entregando para ele.

— Vão com Deus meus filhos.

mando um beijo para ela e saímos pela porta dos fundos direto para o heliporto que tenho no jardim de casa.

— Vão te dar trabalho. Bernard fala e olho para baixo, havia cerca de trinta pessoas espalhadas pelos portões, duas horas de viagem onde tive tempo para organizar alguns papéis, mandar email e agora estou aqui sobrevoando a refinaria de Belgrado, uma das mais importantes do país.

Descemos do helicóptero e um dos diretores me espera.

— Senhora Guerreiro, seja bem vinda.

— O que está acontecendo? Falo olhando para ele que suava de nervoso.

— Esses ambientalista estão sempre nos dando trabalho, seja não deixando os caminhões trabalharem, seja invadindo e colocando o sistema em risco.

Ele fala e me viro na direção dos elevadores, eles correm atrás de mim.

— Bernard, o que podemos fazer para aumentar a segurança?

Ele me olha e analisa a situação.

— Peça para seu chefe de segurança entrar em contato comigo, posso oferecer algumas dicas.

Ele fala para o diretor que acena afirmativamente para ele, assim que as portas do elevador se abre no térreo podemos ver o barulho que eles faziam.

— Salve a natureza, abaixo a Guerreiro.....

Eles gritavam em coro.

— Aí está ela, uuuuu.....

Começaram a gritar quando me viram, suspirei,pois sei que a líder é a pior.

— Bom dia, podemos conversar sem barulho e confusão. Falo tentando fazer eles se calarem para que minha cabeça não dói.

— Não queremos causar confusão não dona Guerreiro, só queremos que vocês olhem para as nossas matas, para os lagos, para nossas crianças que não terão mais essa paisagem intocada. Ela fala com sua voz irritante, uma coisa sobre nós é que valorizamos sim a parte ecológica, após assumir a presidência do grupo fui atrás de unificar as duas partes.

— Eu sei que para vocês, parece que estamos matando a natureza, mas se vocês olharem, estamos oferecendo trabalho para a população local, dignidade para muitas pessoas que não tinha trabalho, o porto emprega cerca de mil funcionários dos quais novecentos são somente da região, nossa política de carbono zero.... Mas não termino de falar um dos ambientalistas sai do meio do povo e me joga uma lata de óleo. Bernard com sua eficiência me tira dali às pressas e logo os outros seguranças começam a tirar às pessoas à força, eu entro para dentro sendo escoltada e sigo até a minha sala.

— Drogaaa... Foi muito rápido, não imaginávamos que algo assim aconteceria, poderia ter sido uma bala, eu poderia estar morta, olho para Bernard que estava cheio de óleo também.

— Desculpa Maya, estou ficando velho e cansado. Ele fala enquanto chegamos na sala da presidência, suspiro em resignação.

— Você não poderia saber que um maluco iria fazer isso.

— Mas mesmo assim, me descuidei. Ele suspira e olho para ele.

— Ei, estou bem ok, foi somente uma lata de óleo.

Falo e o vejo me olhar com preocupação, logo ele se levanta indo na direção da porta e sai, certeza que ele irá falar poucas e boas para a segurança, uma forma de mudar algumas coisas aqui também.

Vou até o banheiro e me olho no espelho, uma parte de mim está coberta por óleo e a outra está limpa, uma sensação ruim atravessa minha espinha e meu corpo quando me vejo...Limpo meu rosto.

— Droga... Essa roupa era um Channel exclusivo.

— Mandei trazer uma roupa para você se trocar...

— Obrigada... Essa roupa já era...

Enquanto não chega minha roupa, olho as redes sociais e tem uma foto minha tomando um banho de óleo.

— Merda...

Saio das redes e ligo para minha gerente de marketing ela tem resolver isso.

— Valéria. Sim acabei de ver. Sim claro que quero. Nenhuma outra foto desse tipo pode aparecer...Ok...

Conversamos, estava com raiva, algumas pessoas vão se arrepender do que fizeram, quero aquele homem preso e sei que a essa altura Bernard já achou ele.

— Processe esse ser que jogou óleo em mim, não vou ser boazinha com ele.

Eles já imaginavam que falaria isso, e Valéria me diz que já está falando com o departamento jurídico da Guerreiro.

A porta se abre e Sarita entra trazendo minhas roupas.

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