
Resumo
Camille só queria um emprego para mudar de vida. O que ela não esperava era chamar a atenção de Adrian Vale, um bilionário poderoso, frio e acostumado a conseguir tudo o que deseja. Inexperiente no amor, mas determinada a não se deixar dominar, Camille tenta manter distância do homem que agora é seu chefe. Porém, quanto mais ela resiste, mais Adrian se torna obcecado por conquistá-la. Entre desejo proibido, segredos e uma atração impossível de ignorar, Camille descobrirá que trabalhar para um bilionário pode custar muito mais do que seu coração.
1
Dez segundos. Só faltam dez segundos. Respire, tente se concentrar e não pense em coisas ruins. Guardei meu lápis na mochila e peguei a prova. Era uma prova que realmente ajudaria nas minhas notas finais; eu estava no final da faculdade e não podia me dar ao luxo de ir mal. Quando o relógio fez aquele som estranho de que o tempo tinha acabado, todos se levantaram para entregar as provas.
Levantei-me, joguei a mochila no ombro e fui até a mesa. Coloquei a prova em cima das outras e saí.
“Camille”, chamou Brielle Dawson, minha melhor amiga. “Você vai ao show hoje à noite?” Suspirei e tentei decidir se valia a pena sair. Eu havia enviado vários currículos e estava ansiosamente aguardando respostas, embora, para ser sincera, já fizessem alguns meses. Eu precisaria encontrar um emprego de meio período para pagar o resto do aluguel.
"Não sei, Brielle", respondi, massageando a têmpora. "Sinceramente, não estou com vontade de ir a festas."
Saímos da universidade ambos prontos para ir para casa. Já passava das três da tarde.
"Vamos lá, Cami," Brielle franziu a testa. "Por favor, não me deixe sozinha. Eu não queria te contar nada porque achei que você não gostaria da ideia, mas..." Ela hesitou antes de dizer. Os cabelos cacheados, ruivos e na altura dos ombros de Brielle, juntamente com suas sardas, faziam dela uma das garotas mais bonitas da universidade.
"O que aconteceu agora?" Parei, fazendo-a parar também, e cruzei os braços. Brielle costumava se apaixonar por caras com muita facilidade; este mês ela saiu com três, e eles sempre a usavam, ou seja, não a levavam a sério. Acho que eles só se sentiam atraídos por ela por causa do corpo ou do rosto bonito, mas quando a conheciam melhor, percebiam que minha amiga não era lá muito divertida e tinha gostos estranhos. Eu era a única que a conhecia perfeitamente e com quem ela se dava muito bem.
Mas Brielle não aprendeu.
"Bom, a banda do Jace vai tocar hoje à noite, e ele me pediu para te trazer", ela sorriu maliciosamente. "Você sabe que o Jace tem uma queda por você desde o terceiro ano. Vamos lá, Cami, está na hora de você sair com alguém. Divirta-se. Por favor. Transem!"
—Shhh —Eu a interrompi porque ela tinha dito em voz alta— Cale a boca, Brielle, por que você diz essas coisas? —Ajustei minha bolsa enquanto a encarava.
—Além do Jace, o Dylan Hayes também estará lá, e é a primeira vez que ele me convida para sair. Você não acha que ele pode ser diferente?
—Se ele for amigo do Jace, não.
Jace era um completo idiota, assim como seus amigos. Eu não queria que minha amiga criasse expectativas em relação a nenhum deles.
"Você me deixa ir sozinha?", ela fez beicinho, tentando me convencer. Pensei a respeito: se eu não fosse, Brielle iria sozinha, e quem sabe o que poderia acontecer com ela. Se eu fosse com ela, poderia ficar de olho nela. O que eu poderia fazer esta noite? Sentar no sofá velho do meu apartamento e assistir a algum filme triste no meu laptop enquanto como sorvete.
"Está bem, vamos", concordei, meio a contragosto, mas fui.
Brielle deu um gritinho de alegria e me abraçou.
"Você não vai se arrepender", ela me disse enquanto caminhávamos pelas ruas frias de Nova York. "Acho que Jace tem uma surpresa para você esta noite."
Fiquei pensando em qual besteira o Jace faria dessa vez.
"Camille, estou pronta!" Brielle gritou de fora. Meu apartamento não era grande coisa: pequeno, mobiliado com o essencial. Ficava no quinto andar. Terminei de me vestir e passar um pouco de maquiagem antes de abrir a porta. Brielle estava usando um vestido preto curtíssimo que colava no corpo e sapatos plataforma.
"Você vai assim mesmo?", ele me pergunta.
"Qual é o problema?" Dei uma olhada rápida nas minhas calças jeans rasgadas e na minha camiseta curta com o logo de alguma banda dos anos setenta.
"Você é um caso perdido, sério", ele balançou a cabeça. "Mas vamos, vamos nos atrasar."
"Certo", eu disse, pegando apenas meu celular e as chaves — era tudo o que eu precisava. Enquanto caminhávamos em direção ao elevador, verifiquei meu e-mail para ver se havia recebido alguma resposta às candidaturas de emprego que enviei. Mas nada. Nenhuma sequer.
Será que meu currículo era muito fraco? Talvez eu devesse ter acrescentado mais informações, talvez até contado uma pequena mentira, só para parecer mais interessante. Mas agora era tarde demais.
—Quanto você verifica?
