
A Ex do CEO - Um recomeço Inevitável
Resumo
— Estou grávida! — Ela mostrou o envelope que segurava. — Procure o Andrew Turner, esse filho não é meu. — A raiva era tanta que ele se recusou a acreditar. Dando-lhe as costas, ele entrou no Audi, deixando-a para trás. Equilibrando-se no salto, ela correu com intenção de alcançá-lo, mas acabou tropeçando nos próprios pés e caindo no chão. — Kevin, por favor, vamos conversar — a voz chorosa de Justine pediu. Por um momento, o instinto protetor o compeliu a olhar sobre o ombro direito. Ele suspirou fundo, resistindo à vontade de retroceder. — Você me traiu com o meu pior inimigo, Justine. — Ele apertou os olhos ao fitá-la pela última vez. — Não há mais nada para conversar. Sete anos depois, o filho de Justine estava em estado grave após o atropelamento. O garoto tinha um sangue raro e o pai de Bryan era a única pessoa que poderia ajudá-lo. Como será que o CEO rancoroso reagirá quando descobrir que o menino é realmente o seu filho e que o pequeno Bryan está entre a vida e a morte?
A desconfiança
No escritório da companhia Harrison Giordano, o CEO comprimiu o olhar quando verificou a hora no relógio Le Roy Paris outra vez.
Ele sabia que a esposa não foi para casa após sair do ateliê Maison Delacroix, onde trabalhava como designer de moda.
Cansado dos passeios misteriosos da esposa, ele pegou o telefone e ligou para o assistente de confiança.
— Alessandro, siga a Justine e não perca ela de vista. — A voz profunda deu a ordem de maneira hostil.
Aos 23 anos, Kevin possuía a postura ameaçadora de um homem que nasceu para comandar.
Ele herdou a fortuna da família Harrison Giordano depois que os pais faleceram em um acidente suspeito em Miami.
Um ano após assumir os negócios na Itália, ele triplicou a fortuna e casou-se com uma designer de moda por quem se apaixonou perdidamente.
A primeira vez que viu Justine Delacroix foi num evento promovido por um famoso estilista.
Os olhos do CEO acompanharam a linda mulher, que usava um vestido prateado, enquanto desfilava pelo saguão.
Após algumas noites com o amante viril, Justine ficou surpresa com o reluzente anel de diamantes acompanhado de um pedido de casamento. Tudo estava saindo da maneira como ela planejou.
Alguns funcionários diziam que o senhor Harrison estava completamente enfeitiçado pela beleza daquela francesa e, por isso, ele fazia tudo o que a esposa pedia.
Apesar da paixão avassaladora que envolvia o casal, Justine Delacroix já estava dando sinais de que tinha um amante após o sétimo mês de casada.
Certo dia, Kevin deu outro celular para a esposa, mas antes de entregar o presente, ele instalou um spyware no aparelho telefônico. Logo, passou a monitorar todos os passos de Justine.
Naquele dia, Kevin sabia que a esposa tinha ido à clínica médica e que foi à joalheria Tiffany, na Via della Spiga. Em seguida, Justine ficou meia hora em uma cafeteria do centro de Milão. Depois da última localização, o celular dela ficou desligado por mais de uma hora.
“Onde ela está?” Ele murmurou a pergunta para si enquanto tocava as veias saltadas no pescoço.
Furioso, Kevin saiu de trás da mesa e perambulou pelo escritório feito um bicho enjaulado. Passou os dedos longos pela testa enquanto a mente ponderava sobre os últimos acontecimentos.
Na noite anterior, ele comemorou o aniversário de 21 anos da esposa no restaurante de luxo da cidade de Milão. Além do celular, ele deu um belo colar e brincos de diamantes, que comprou na loja Tiffany. Quando voltaram para a mansão, ele a levou até a garagem para mostrar o Audi A1 Diamond Edition com um enorme laço vermelho.
— De quem é esse carro, querido? — Justine questionou.
— É seu, amore mio — disse ele.
— Que surpresa maravilhosa! — Exclamou Justine antes de ficar na ponta do sapato para beijá-lo.
Os braços musculosos de Kevin envolveram a esposa em um abraço caloroso conforme ele a beijava com sofreguidão.
Balançando a cabeça para se livrar das lembranças, Kevin sentou-se na cadeira e olhou para o porta-retratos que exibia a mulher de mechas longas com um tom loiro escuro. O par de olhos dourados de Justine parecia penetrar a sua alma. O nariz arrebitado e o sorriso encantador compunham os traços delicados da esposa.
Instintivamente, a mente o levou de volta para o momento em que ambos chegaram ao segundo piso da mansão. Pelo amplo corredor, ele carregou a esposa nos braços fortes até chegar à suíte principal.
— Te amo! — A voz rouca de Kevin confidenciou.
Justine não respondeu, apenas abriu um sorriso malicioso e passou os braços pelo pescoço forte quando ele a beijou vigorosamente e despiu-a sem qualquer pudor. Pelo resto da noite, ambos uniram-se, movendo-se vigorosamente sobre o lençol de seda branco em busca de satisfação até alcançarem o clímax.
Durante a madrugada, Justine saiu da cama e foi direto para o toalete, onde ela atendeu uma ligação.
No quarto, Kevin fingiu estar dormindo quando ela voltou e deitou-se de costas para ele. Aproximando-se, o homem vigoroso distribuiu beijos em seu pescoço, mas ela se afastou.
— Estou com enxaqueca, querido — Justine inventou uma desculpa enquanto estendia a mão para apagar a luz do abajur. — Vou dormir mais um pouco. Amanhã, eu preciso chegar cedo no ateliê.
Absorto, ele ainda olhava para a foto e escutava a voz suave de Justine ecoando em sua mente no instante em que o toque do celular interrompeu suas lucubrações, trazendo-o de volta para o escritório. Ele apertou o botão, aceitando a chamada.
— O que foi, Alessandro? — indagou Kevin.
— Chefe, encontrei a sua esposa. — informou o assistente do outro lado da ligação.
— Diga logo onde ela está. — Desta vez, Kevin falou mais alto.
— A sua esposa está na mansão do senhor Turner, em Lombardia.
O punho cerrado chocou contra a mesa. Andrew Turner era o maior rival de Kevin e fez tudo para destruir a companhia após a morte de seu pai. A queda da companhia seria iminente se Kevin não tivesse tino para os negócios.
“O que Justine estava fazendo com aquele homem?” Ele fez a pergunta em pensamentos.
— Chefe, o que faço?
— Fique onde está, estúpido. — Compelido pelo ódio, ele mandou. — Avise-me quando ela sair da mansão do Turner.
Kevin ajeitou as costas no encosto macio da cadeira do presidente da companhia.
“Talvez Justine esteja obtendo informações confidenciais e levando-as para o amante.” Os dedos não paravam de tamborilar na mesa enquanto ele lutava contra as especulações que o perturbavam.
O som das batidas leves na porta fez Kevin voltar a si mais uma vez.
— Vá embora! — A voz grave esbravejou rudemente. — Eu não quero falar com ninguém.
— Por que você está tão irritado? — indagou Beatrice após abrir a porta.
— Não quero conversar. — Ele grunhiu.
— Calma, amigo, não se estresse tanto. Acho que você precisa de uma boa massagem.
Beatrice posicionou-se atrás da cadeira de Kevin e tocou-lhe os ombros largos.
— Relaxe, meu amigo! — Ela apertou os dedos esguios nos músculos tensos, massageando devagar.
Em certo momento, ele fitou o reflexo da mulher através do espelho na parede à frente dele. As mechas castanhas caíam sobre os ombros. Embora fosse bonita, Beatrice não o atraía.
— Brigou com a sua esposa? — Curiosa, ela indagou.
— Não quero falar sobre isso.
Levantando-se bruscamente, Kevin pegou o sobretudo marrom-escuro e, mais que depressa, saiu do escritório.
— Espero que você não perdoe Justine se ela estiver com o amante. — Beatrice acrescentou enquanto seguia o homem mais alto.
Ao entrar no elevador privativo, ele deu uma olhada na mulher parada no corredor, mas não retorquiu.
— Posso ir com você para te apoiar?
— Deixe-me em paz, Beatrice. — Exasperado, ele retrucou.
Kevin apertou o botão e as portas fecharam. Ele passou as mãos nos fios lisos e curtos pouco antes de sair no estacionamento e ir direto para o Porsche preto, onde o motorista aguardava.
